A esta hora na Austrália já se vive em 2008!
Hum... acho que está tudo na mesma por lá.
Mas... a vinda de um novo ano é sempre uma Fase Nova da Lua.
É o momento em que todos paramos, nem que seja por breves momentos, e pensamos no resultado de um ano passado... ansiamos um novo ano e temos a expectativa que supere o anterior...
Por vezes é preciso ter um ano realmente mau para valorizar a oportunidade de fazer isto: Começar de Novo!
Portanto... 00h00 de 1 de Janeiro de 2008. Vamos lá começar ...
A todos... uma excelente noite de copos!
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
Acontecer
Estou de férias.
Ou seja, não preciso de ir trabalhar... apenas isso.
Apesar de ter feito tantas coisas hoje parece que não fiz nada.
Tenho em mim a mecânica de ser "produtiva", a mecânica de trabalhar, de acontecer.
Os meus pais sempre me disseram: "nada cai o céu", " se queres ser alguém precisas de lutar"... e sempre foi assim. Sempre precisei de conquistar tudo o que tenho, sempre lutei. Ok! Umas vezes mais, outras menos, é verdade! Mas... sempre tive em mim essa ideia: "nada cai do céu!".
Mas nem sempre os pais estão certos.... e às vezes caem coisas do céu! E também caem coisas boas do céu...
O reverso da medalha de se ser um lutador é que quando algo bom cai do céu... é sentido como não merecido e, portanto, encarado com muita desconfiança e com uma grande dose de desvalorização. Será que que os que "fazem acontecer" conseguem usufruir em pleno do que simplesmente lhes acontece?
Ou talvez este impulso para agir também tenha a ver com o facto de ser impaciente, de não conseguir esperar... e assim também não consigo deixar o meu próprio destino por mãos alheias. Não sei...
Parece que mesmo quando deveria deixar acontecer...me precipito para uma acção, para encontrar, mesmo que apenas mentalmente, um novo desenvolvimento, uma solução... ou até um final da história.
Mas ontem o nome de um filme deixou-me a pensar... " O amor acontece"!
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
A minha árvore!
Quis
neste Natal
montar uma
árvore e pendurar, em
vez de bolas, os nomes de todos
os meus amigos. Os amigos de longe,
de perto. Os antigos e os mais recentes.
Os que vejo a cada dia e os que raramente
encontro. Os sempre lembrados e os que às vezes
ficam esquecidos. Os constantes e os intermitentes. Os
das horas dificeis e os das horas alegres. Os que, sem querer,
magoei, ou sem querer me magoaram. Aqueles a quem conheço
profundamente e aqueles a quem conheço apenas a aparência.
Os que me devem e aqueles a quem muito devo. Os meus amigos
humildes e os importantes. Os nomes de todos os que já passaram
pela minha vida. Uma árvore de raízes muito profundas para que
estes nomes nunca sejam arrancados do meu coração. De ramos
muito extensos para que novos nomes vindos de todas as partes se
juntem aos
existentes.
Uma árvore de
sombras muito
agradáveis
para que a nossa
amizade seja um
momento de repouso
nas lutas da vida.
domingo, 23 de dezembro de 2007
O tempo

"O tempo vai passar...
Indiferente,
Persistente,
O tempo vai seguir...
Vai sem interrupção...
Horas após horas
E dias após dias
O tempo ocultará o meu coração
O tempo fechará a minha boca
Minha nudez no caminho da vida
É coisa para esquecer?
Rasto de desejo perdido
Aviso para a vontade de viver!
O tempo é ilusão...
Conseguirá ele mudar meu coração?"
(poema adaptado de Betâmio de Almeida)
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Filmes repetidos...
Hoje pensei na quantidade de vezes que me deixei cair nos mesmos erros...
Pensei na quantidade de vezes que alguém me disse... "já vi esse filme"! E é verdade!
Sabem a sensação? De estar a ver um filme repetido?
Conhecemos a história, as personagens, as cenas e até nos lembramos do fim... portanto, já não criamos expectativas, já não colocamos hipóteses.
E depois até podemos pensar... então porque estou a ver isto? Ou é um filme bom, marcante que até gostaríamos de rever ou então fazemos zapping.
Decidi fazer zapping...
Como dizia o poeta... "não sei por onde vou, mas só sei que não vou por aí"
Pensei na quantidade de vezes que alguém me disse... "já vi esse filme"! E é verdade!
Sabem a sensação? De estar a ver um filme repetido?
Conhecemos a história, as personagens, as cenas e até nos lembramos do fim... portanto, já não criamos expectativas, já não colocamos hipóteses.
E depois até podemos pensar... então porque estou a ver isto? Ou é um filme bom, marcante que até gostaríamos de rever ou então fazemos zapping.
Decidi fazer zapping...
Como dizia o poeta... "não sei por onde vou, mas só sei que não vou por aí"
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Cidade Dos Anjos
O anjo saltou, abdicou de tudo e mesmo quando a perdeu para os outros anjos ele disse: "Prefiro ter podido tocar-lhe no cabelo uma única vez ... prefiro ter beijado uma única vez, do que passar a toda a eternidade sem ter sentido isso!" (Mais uma vês revi o filme... ontem ... num daqueles programas de sofá de domingo de que tanto gosto!)
Ontem reparei ainda mais na essência do sentir, do quanto o que sentimos nos muda, do quanto os sentimentos moldam o nosso pensamento, moldam a nossa vida...
Pensei em tudo o que já fiz por sentir... e também em tudo o que fiz por não sentir.
Às vezes pelo que sentimos arrastamos montanhas, somos capazes de tudo, lutamos mesmo que saibamos a possibilidade infíma que temos de ser bem sucedidos. Ou também pelo que sentimos... enfurecemo-nos, escondemo-nos, fugimos, apetece-nos enfiar a cabeça na almofada e nunca mais a levantar.
Mas sentimos!
Como seria não sentir?
Lembrei-me de todas as vezes em que deixei de sentir, em que me tornei indiferente e nas voltas que dei à minha vida para não ficar em estados de 'não sentir'...
Sem dúvida que a calma e o equilibrio ficam mais fáceis quando estamos indiferentes...
Mas já dizia o poeta... "quero sentir tudo e de todas as maneiras" Eu prefiro o salto. Ao sentir...Eu também saltava!
sábado, 15 de dezembro de 2007
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